segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ministério da Integração dos Coronéis.


Roberto Malvezzi (Gogó)

Há algumas décadas o Ministério da Integração Nacional é reduto dos coronéis nordestinos. Na era lulista o Ministério ficou inicialmente com Ciro Gomes. Ele se presume um estadista. Pensou estrategicamente o desenvolvimento do Brasil a partir do Ceará. Ali, um porto para exportar para o mundo – a competitividade dos preços pelo encurtamento das distâncias - com uma siderurgia no porto, movida pelas águas do São Francisco, com uma ferrovia (Transnordestina) que carreasse toda a produção mineral e do agronegócio desde o Piauí até o porto do Pecém. Em debates mais internos Ciro sempre foi sincero e nunca negou a natureza econômica da Transposição.
Saiu Ciro e entrou Geddel Vieira Lima. Aproveitou a pasta e dirigiu mais de 60% dos recursos do Ministério para a Bahia. Fez a base de sua campanha eleitoral para governador no vale do São Francisco com recursos do Ministério para as prefeituras da região. Trombou politicamente com Wagner, perdeu, está no ostracismo político.
Entra Dilma e o Ministério foi para Fernando Bezerra Coelho, ex-prefeito de Petrolina, da oligarquia reciclada dos Coelhos. Dominam a região há praticamente um século. É aliado de Eduardo Campos e quer ser prefeito do Recife e eleger o filho prefeito de Petrolina.
Ele não se fez de rogado. Elegeu o filho Fernando Coelho Filho deputado federal e o irmão Clementino Coelho tornou-se presidente interino da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). Diga-se, há nove meses ocupa o cargo. Liberou 9,1 milhão de reais para o filho através de emendas parlamentares, destinou 90% dos recursos de prevenção de enchentes para o Pernambuco, impôs 300 mil cisternas de plástico para serem distribuídas pela CODEVASF. Detalhe: 22.799 (38%) do lote inicial de 60 mil são para Petrolina e região.
Era de se supor que um Ministro da Integração Nacional tivesse uma visão integrada do país. Mas, é assim, com políticos miúdos – salvo raras exceções -,  com políticas miúdas que tem sido administrado esse Ministério. Enquanto o país de dimensões continentais se desmancha pelas encostas com as enchentes de cada verão, a visão paroquial permanece no miolo dos ministros.  
Para piorar, Fernando Bezerra conta com o aval da Presidente Dilma Roussef, inclusive para desmantelar a convivência com o semiárido e ressuscitar o coronelismo baseado no controle da sede humana, agora pela doação de cisternas de plástico.
Agora tudo é claro como o sol de Juazeiro e Petrolina.    

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida será lançada em Juazeiro

Luís Osete - Educomunicador Popular da Bacia do São Francisco
Juazeiro - BA
26/07/2011



Por que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo? Existem alternativas ao modelo agrícola baseado no uso de agrovenenos nas lavouras do Vale do São Francisco? Até quando teremos de engolir, diluídos nos alimentos, 5 litros de veneno por ano? Questionamentos como esses impulsionam mais de 20 entidades locais – movimentos sociais, associações, entidades estudantis e organizações não-governamentais – a lançar a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, na próxima sexta-feira (29), às 9h30, na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Juazeiro.

A iniciativa pretende fortalecer a atuação do Comitê Regional da Campanha, ampliando o debate sobre os impactos dos venenos na saúde dos/as trabalhadores e trabalhadoras, das comunidades rurais e consumidores/as, além de denunciar a falta de fiscalização no uso, consumo e venda de agrotóxicos. “O uso dos venenos nas lavouras aqui no Vale do São Francisco se tornou uma prática comum, mas está ficando insustentável pela resistência das ‘pragas’. Na fruticultura, cada vez mais se aumenta a dosagem dos venenos. E, quanto mais veneno se aplica, mais aparecem doenças e óbitos sem explicação das causas”, afirma Jozelita Tavares, Coordenadora Regional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola, mais de um milhão de toneladas (o equivalente a mais de 1 bilhão de litros) de venenos foram jogadas nas lavouras em 2009, consagrando o Brasil com o vergonhoso título de campeão mundial no consumo de agrotóxicos. Essa tendência acompanha o avanço do agronegócio, um modelo de produção agrícola que concentra terra e utiliza grande quantidade de venenos para garantir a produção em escala industrial.

A campanha anuncia a possibilidade de construção de um modelo agrícola diferente, baseado na agricultura camponesa e agroecológica. Segundo Cléber Folgado, coordenador nacional da campanha, “produzir alimentos saudáveis com base em princípios agroecológicos, em pequenas propriedades, com respeito à natureza e aos trabalhadores é a única forma de acabar com a fome e de garantir qualidade de vida para as atuais e futuras gerações, rompendo com o modelo que concentra riquezas, expulsa a população do campo e produz pobreza e envenenamento”.

Além das falas de representantes das entidades locais que compõem o Comitê, o lançamento será mediado pelas intervenções de Cléber Folgado, da secretaria operativa nacional, e Domingos Rocha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Agrícolas, Agroindustriais e Agropecuárias dos municípios de Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Sobradinho e Sento Sé (SINTAGRO).


Fonte: http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_NOTICIA=6831

Luta Pela Terra









Fonte: www.asabrasil.org.br

Dia do Agricultor e da Agricultura


quarta-feira, 27 de julho de 2011

4ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR

“Alimentação Adequada e Saudável: direito de todos"




A segurança alimentar e nutricional deixou de ser um projeto de governo e virou programa de Estado. Está na lei 11.346, de 2006. E está na Constituição Federal, que em 2010 incluiu a alimentação no campo dos direitos humanos.
É neste contexto que acontece 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, de 7 a 10 de novembro, em Salvador (BA), cujo lema é “Alimentação Adequada e Saudável: direito de todos".
Será um evento com 2.000 pessoas, entre representantes do governo e da sociedade civil, observadores e convidados nacionais e internacionais, entre estes o diretor geral da FAO e o relator especial da ONU sobre o Direito Humano à Alimentação. Juntos, num exercício de participação e controle social, os participantes irão celebrar avanços e lançar um olhar sobre os desafios, como a erradicação da extrema pobreza.
Outro aspecto a se destacar é que o processo geral de construção do evento, envolvendo etapas municipais, territoriais e estaduais, deve contar com a participação de 50 mil pessoas.
A Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional do Território Sertão Produtivo acontecerá nos dias 28 e 29 de Julho em Vitória da Conquista.
A 4ª Conferência Nacional será a primeira da presidenta Dilma Rousseff no campo da segurança alimentar e nutricional.
Trata-se, portanto, de um evento de inegável importância na agenda nacional, com visibilidade política e repercussão nos meios de comunicação.