Para discutir o problema da água, vamos imaginar uma situação comum de muitas comunidades, as pessoas da comunidade se reuniram. Estavam presentes dona Maria, dona Glória, seu João, a professora Rosa, entre muitas outras pessoas.
No inicio dona Maria deu as boas vindas e disse que tinha um assunto muito importante a tratar, pensar as maneiras de acumular e guardar água para os períodos de seca.
Seu João disse: - Antes de ver as maneiras de guardar a água, é preciso ver quantos habitantes tem a comunidade, e a quantidade de animais, para calcular a quantidade de água necessária e providenciar as aguadas.
A professora Rosa concordou com seu João e acrescentou: - Podemos fazer um levantamento, uma pesquisa, para saber a quantidade de animais e pessoas que existe na comunidade.
Todos concordaram, mas dona Glória interveio:
- Minha gente, só o levantamento não vai ser suficiente, temos de ver várias fontes de aguadas.
Dona Maria Perguntou:
- Como assim:
Dona Gloria explicou:
- A água de beber deve ser separada daquela de lavar roupa, tomar banho e para dar aos animais.
A professora exclamou: - É verdade dona Gloria, aprendemos que tem 4 linhas de luta pela água!
Seu João perguntou: - Como é isso:
A professora Rosa explicou: - A primeira é a água da família, a segunda é a água de produzir, a terceira é a água da comunidade e a quarta é a água de emergência.
Dona Maria sugeriu: - Professora, explique melhor, por favor.
A Professora Rosa explicou: - A água da família deve ser bem tratada, de qualidade, serve para beber, cozinhar e deve ser guardada perto da casa, e pode ser acumulada numa cisterna; A água de produzir é a que vai garantir a qualidade de vida da família, melhorando a sua alimentação através da produção de hortaliças e frutas, que podem ser barragens subterrâneas, cisternas de enxurradas ou calçadão; a da comunidade é para ser usada para tomar banho, lavar roupa e ar de beber aos animais e pode ser um barreiro, açudes ou barragens.
Dona Maria e seu João entenderam bem, mas dona Gloria ponderou:
-Professora, as vezes, mesmo tendo essas aguadas, quando vem uma seca muito longa elas não são suficientes.
A professora continuou:
- A senhora está certa dona Gloria. A senhora lembrou bem. Ainda tem a água de emergência da comunidade, que são os poços tubulares, os poços amazonas, as barragens, justamente para estes anos de seca prolongada. Por isso, é importante que toa a comunidade esteja organizada para definir qual o melhor lugar onde perfurar um poço, fazer uma barragem, para enfrentar a seca com menos dificuldade. Outra coisa importante é cobrar do governo federal, estadual e municipal, investimentos e políticas públicas para a convivência com o semi-árido, ou seja aguadas, cisternas, poços, em vez de carros pipas. Certo minha gente:
Dona Maria disse: Certo professora. Agora entendi que para viver bem no semi-árido é preciso garantir essas 4 linhas de água, senão, não funciona.
Seu João exclamou: - Mas para conseguir isso é preciso que todo mundo entre na luta!
Dona Gloria terminou a reunião dizendo: - “Garantir água é garantir vida”.
A professora complementou: - Pois é minha gente, sabiam que tem uma Lei Federal que institui o Programa Permanente de Convivência com o semi-árido: Ela foi criada em 1999, é o Projeto de Lei 1.114;99, para o desenvolvimento de ações destinadas a construção de cisternas, barragens, açudes e poços.
Todos os municípios também devem ter uma legislação municipal própria para financiar programas de aproveitamento de recursos hídricos na área rural. Já existem municípios que por força dessa lei, aplicam de 1 a 5% da receita municipal para construir cisternas, construir barragens de pequeno e médio porte, barreiro, cacimbões, tanques de pedras, perfuração e instalação de poços tubulares.
“Se lutarmos por essas 4 linhas de captação de água, a seca não vai mais assustar os habitantes do semi-árido”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário