A Associação Divina Providência realizou, nos dias 22 e 23 de março, o 1º Intercâmbio de Experiências dos Projetos Aguadas, Cisternas e P1MC. A atividade envolveu agricultores e agricultoras de 06 municípios da Microrregião de Brumado, nos quais foram implantadas as tecnologias do Projeto Aguadas sendo estes: Brumado, Lagoa Real, Cordeiros, Guajeru, Malhada de Pedras e Presidente Jânio Quadros. Os participantes visitaram três famílias beneficiadas com tecnologias sociais na Comunidade de Riachão, que é considerada um exemplo de convivência com o Semiárido por já ter conquistado as quatro linhas de captação de água de chuva e a sua segurança hídrica. Além da visita houve ainda a discussão de temas como a campanha da Fraternidade 2011 que trata da questão ambiental e ainda os Caminhos da Convivência com o Semiárido.
As experiências visitadas nas propriedades das famílias de Seu Quileu, Seu Abias e Seu Miro, apesar do pouco tempo de implantadas, foram consideradas exitosas pela forma como as famílias as utilizam e pela variedade de culturas como banana, mamão, melancia e no cultivo de hortaliças. Para os participantes, a novidade foi poder conhecer as três tecnologias (cisterna para consumo humano, cisterna para produção e o barreiro trincheira) na mesma propriedade, e ainda uma bomba BAP, que é instalada em um poço na propriedade de Seu Abias, mas é de uso comunitário, utilizada para a dessedentação animal. Estas tecnologias foram implantadas pelos três projetos executados pela Associação Divina Providência.
O momento da socialização foi também aproveitado para avaliar se as tecnologias implantadas atenderam na prática às necessidades das comunidades. Segundo os agricultores, as implantações das tecnologias diminuíram o sofrimento por falta de água, tanto das pessoas como dos animais, possibilitando às famílias beneficiárias melhores condições de vida, saúde e alimentação, evitando ainda o desgaste físico e de tempo, especialmente para as mulheres.
Os participantes lembraram ainda como pontos positivos do Projeto, a união, a valorização das tecnologias, a satisfação dos beneficiários, a capacitação em Gerenciamento de Recursos Hídricos, a presença constante da equipe técnica do Projeto aguadas e a ousadia das famílias em aceitar a proposta e encarar os desafios.
Para os participantes, o ponto forte do encontro foi a oportunidade de se encontrarem e trocarem experiências sobre as maneiras de plantar os canteiros, aproveitar melhor o solo, utilização de produtos orgânicos e cuidados com as aguadas.
Em relação ao Projeto Aguadas, foi avaliado como ponto fraco a quantidade de tecnologias, atendendo a poucas famílias em cada localidade.
“Para mim o principal é aprender com pessoas de outra região, eu sou de uma região mais distante, é a convivência, é dividir os problemas, eu ensinar pra e ele me ensinar, trocar as experiências e ver o que no terreno do outro deu um resultado positivo, eu posso levar isso pra lá. o que eu tenho de positivo posso trazer pra cá. É a troca de experiências e a união, unindo forças, saber como contar os resultados positivos do Projeto Aguadas, que é uma coisa bem interessante. Na minha região alguns vão receber a cisterna de produção e tem dúvidas ainda de como trabalhar, e a gente tá vendo aqui que tá dá dando certo e dá pra continuar mesmo sendo uma região difícil, vai ter resultado sim. Isso é que é importante, a troca de experiências”. – Vanessa Maria da Silva – Comunidade Sumidouro – Cordeiros/BA.

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