A oficina foi uma iniciativa da Associação dos Apicultores do Sertão Paraibano (ASPA), entidade executora do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da ASA. Uma das linhas de ação do programa é a defesa da soberania e segurança alimentar nutricional, a partir das implementações de captação de águas de chuvas para a produção de alimentos, visando à melhoria da qualidade de vida das famílias do Semiárido. A oficina também objetivou despertar e capacitar as lideranças e entidades das Comissões Municipais para o desenvolvimento de projetos que dialoguem com as políticas públicas de segurança alimentar. Até porque, com o aumento da produção de alimentos, o excedente não consumido pelas famílias pode ser vendido e se tornar mais uma fonte de renda. E o PAA se constitui uma forma de escoar a produção familiar, fazendo com o agricultor não dependa do atravessador que não paga o preço justo pelos alimentos. Segundo a coordenada da ASPA, Socorro Goveia, as lideranças que integram as comissões em cada cidade têm um papel fundamental para a continuidade do trabalho da ASA. “O propósito de tudo que vem sendo feito é que elas não se encerrem com as instalações das implementações (tecnologias sociais), mas que as famílias beneficiadas continuem mobilizadas em ações concretas que valorizem seu protagonismo”, acrescenta. A experiência do PAA no município de Aparecida foi apresentada por Irismar Gomes, animadora microrregional da ASPA. Segundo ela, o programa funciona desde agosto de 2010 beneficiando cerca de 500 famílias com doação de cestas de alimentos, comprando a produção de 38 agricultores/as da região. A ASPA é a entidade proponente do PAA, organizando e executando a ação, em parceria com STRA e Pastoral da Criança. “Acho que o PAA é uma grande oportunidade para a Agricultura Familiar se fortalecer nos municípios. A gente vem trabalhando a produção, mas ainda têm as lacunas no que diz respeito à comercialização, então, o momento é de avançar nesse campo. As entidades locais têm que se apropriar dessa política e fazer, de fato, o programa chegar até a vida dos agricultores e agriculturas, para que a produção excedente seja comercializada”, salientou a geógrafa e coordenadora da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP), Aldineide Alves. Os animadores sociais saíram da oficina comprometidos a elaborar projetos que fortaleçam a agricultura familiar nos municípios e a dar continuidade dentro das comissões às diversas ações da ASA, que vai além da construção de cisternas. Na oficina, os participantes acompanharam a explicação sobre o PAA com notebooks com o programa PAANET instalado que permite simular o passo a passo para inscrever um projeto no programa. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
terça-feira, 12 de abril de 2011
Oficina capacita animadores sociais na elaboração e gestão de projetos do PAA
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